Skip to main content

Os Correios atravessam uma crise prolongada, com 12 trimestres consecutivos de prejuízo e queda drástica no caixa, que despencou de R$ 3,2 bilhões em 2023 para cerca de R$ 249 milhões em 2024. Entre as causas estão o aumento dos custos com pessoal e benefícios, perdas judiciais, e a redução das receitas, principalmente nas encomendas internacionais, onde a estatal perdeu espaço para empresas privadas.

Cerca de 85% das agências operam com prejuízo, mas não podem ser fechadas por causa da obrigação de manter o serviço em todo o país. Para tentar se recuperar, a empresa busca um empréstimo de R$ 20 bilhões, está cortando gastos, vendendo imóveis e revisando contratos. Mesmo assim, especialistas apontam que, sem mudanças estruturais e modernização profunda, o modelo atual dos Correios se tornará insustentável.